Redondezas

O Posto 6.

Estamos no final de Copacabana. Há quem diga que este local pode ser chamado de Arpoador, mas o certo é dizer que é o Posto 6 e que este é o ponto mais vizinho do Arpoador (Posto 7) e de Ipanema, sem confundir os nomes dos lugares. Copacabana ainda é a “Princesinha” e do Posto 6 ela pode ser vista inteira na sua curva de meia lua, na sua volta que abraça o mar. Alguns estúdios estão a dois quarteirões (bem curtos) da Avenida Atlântica, portanto, muito perto da Praia de Copacabana no Posto 6. Outros estão a uma quadra curtinha da praia neste ponto de Copacabana. Lembrando que as ruas principais são paralelas à avenida da praia que é a Avenida Atlântica, vindo do mar a primeira é a Nossa Senhora de Copacabana e a segunda é a Raul Pompéia (que é a continuação da Barata Ribeiro depois do túnel no sentido centro/bairro). Nessas duas ruas está a maior concentração de comércio, bancos, serviços, pontos de ônibus e táxis. As ruas que cruzam as principais começando do Arpoador e indo para Copacabana são: Francisco Otaviano, Joaquim Nabuco, Rainha Elizabeth, Julio de Castilhos e Francisco Sá.

 

Mundo, vasto mundo! Ali na praia, no Posto 6, está a imagem do poeta Carlos, uma homenagem feita em bronze na comemoração do centenário do seu nascimento em 2002. O mineiro de Itabira amava o mar e tornou-se um carioca de coração. Pode-se ver a imagem logo da esquina, depois de percorrer os dois quarteirões.

A estátua de Carlos Drummond de Andrade é um dos pontos mais procurados para uma boa foto e não falta quem se sinta muito à vontade ao sentar ao lado para um bom papo com o poeta: “Eu não devia te dizer, mas essa lua, mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo”.  Há quem diga que muita gente passou a procurar o poeta Carlos porque precisa de seus óculos emprestados. Pura fantasia. Mas de vez em quando, lá está o poeta sem óculos.

Logo adiante a gente encontra a homenagem ao Dorival Caymmi, um baiano muitíssimo carioca não poderia estar noutro lugar: a colônia de pescadores, claro! “Minha jangada vai sair pro mar, vou trabalhar, meu bem querer”. Caymmi morou em Copacabana por 55 anos.

A Colônia dos Pescadores (Z-13) do Posto 6 foi inaugurada oficialmente em 1923. Antigamente havia mais peixe, havia arrastão, hoje já não há. Mesmo assim, diariamente os barcos saem antes do sol nascer e retornam com peixe fresco entre 8h e 10h da manhã. Os pescadores vendem ali mesmo, e os compradores só precisam trazer de casa algum tipo de embalagem (sacos plásticos, caixa de isopor) para levar consigo um robalo ou badejo. Houve uma reforma na estrutura da colônia, mas as amendoeiras ainda estão lá fazendo sombra ao trabalho dos homens que reparam suas redes e barcos. Quer saber mais? Veja aqui.

E quando a Roda-Gigante visita a cidade (acontece vez por outra), escolhe o Forte de Copacabana para se instalar, ali no final da curva, para dar mais uma volta: agora lá do alto, ampliando aos olhos essa coisa mais linda e mais cheia de graça que é a cidade do Rio de Janeiro. O Forte está aberto à visitas o ano inteiro, com ou sem a Roda-Gigante. A partir dele a vista é sempre muito bonita e além disso, pode-se conhecer as exposições do Museu Histórico do Exército ou saborear algo gostoso na Confeitaria Colombo Café do Forte.

O Arpoador (ninguém chama de Posto 7) está do outro lado do Forte de Copacabana. É imperdível o passeio sobre as pedras e escadarias. É ainda mais imperdível o espetáculo do pôr do sol que paralisa pessoas sobre as pedras e na beira da praia, terminando sempre em aplausos. No Arpoador há muito para ver, saber e sentir sobre o Rio de Janeiro, sobre a música, a Bossa Nova, a comida, a bebida, o surf. Nada ali pode passar em vão. Nem você.

A partir do Posto 8 já é Ipanema com todo o seu charme e formosura. Aos domingos (o dia inteiro) não se deve perder a Feira Hippie na Praça General Osório… é uma linda Babel, fora da praia, cheia de produtos e belezas brasileiras! Mas voltando à orla, dali do comecinho de Ipanema pode-se admirar o horizonte do Leblon onde moram Dois Irmãos que brincam com a Pedra da Gávea e pousam para os olhos encantados dos passantes e lentes abismadas dos fotógrafos. Se calhar e vier uma lembrança de Chico Buarque, faça sim: “andar pela praia até o Leblon” é muito bom!

Agora você já sabe “da onda que se ergueu no mar”?
Então também já deve saber que está pertíssimo do melhor da culinária brasileira e carioquíssima, dos melhores botequins com seus petiscos e chopp gelado, dos quiosques à beira mar, das caipiras de frutas, do samba e das praias com seu mate gelado e biscoito Globo, marcas registradas da cidade.

Mas ainda pode ir além… porque tem na porta todos os meios de transporte possíveis para as noites na Lapa, os passeios no Corcovado, Pão de Açúcar, Santa Teresa, Urca, Jardim Botânico, Lagoa Rodrigo de Freitas, Morro do Leme, Teatro Municipal, Centro Histórico, e é mesmo um vasto mundo, como diria o poeta Carlos.

Aprecie o Rio sem moderação.